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O colar de pérolas

08
Set15

Refugiados | Os dois lados da moeda!

Hoje li um texto no facebook, de uma pessoa, que me deixou a pensar numa assunto muito urgente e com o qual nos deparamos diariamente. É um ponto de vista certo e bem explicado. Publiquei na minha página aqui do blog para que possam ler.

Realmente ele consegue traduzir por palavras esta dura realidade da Europa e claro de Portugal. Não são só os refugiados que têm problemas, a vinda deles também trouxe para nós adaptações, mudanças e problemas, que estamos dispostos a fazer e a debate. Mas a nossa opinião e o nosso ponto de vista para nada é pedido, ou conta no cartório!! Nós estamos dispostos a ver os dois lados da história e a fazermos as nossas adaptações, mas e eles? Estarão dispostos a fazer o mesmo? É urgente ajudar, pessoas são pessoas. E o nosso coração é grande. Mas cuidado com a hipocrisia dos nossos políticos que aceitam todos os povos e culturas menos a nossa própria cultura e menos os nossos jovens. Nós precisamos de sair se queremos boas condições de vida saímos de nossas casas, abandonamos famílias, amigos, o pastel de nata e o Atlântico, para que os outros possam entrar e ter melhores condições do que nós. Estar em guerra é um desespero interminável, um sofrimento que não dá para descrever e penso que cada um de nós deve ter essa consciência. Mas o que este senhor escreveu é a nossa dura realidade. Quem foge de uma guerra para outro país deve adaptar-se e não deve fazer exigências em relação ao que os nossos estados europeus lhes podem ou não podem dar até porque eles não nos conhecem, não sabem nada de nós, têm expectativas de salários irreais e de modos de vida um tanto ou quanto falsos. São necessárias condições sim. Mas porque merecem eles condições melhores do que nós? Porque é que neste país somos sempre 8 e o 80? Vamos pensar nisso e levar isso para as nossas vidas como tarefa: a imposição do nosso estilo de vida, da nossa maneira de ser de pensar e de estar no país. Porque ele ainda é nosso e foi por isso que lutamos durante séculos e durante gerações. Este quadradinho é nosso e aqui vivesse do nosso jeito nas nossas condições.


Quem vê a Europa de fora, não percebe que a nossa economia e a nossa paz (RECENTE!!) vêm da compreensão, da tolerância, do cumprimento das regras, do civismo do respeito e da adaptação dos estrangeiros a tudo isto, às nossas leis e regras, caso contrário, como a Europa já sentiu na pele, isto seria uma guerra pegada e um desgoverno. Se as nossas leis e os nossos princípios não forem respeitados e obedecidos, então não seremos mais Europa, seremos a Ásia, e teremos os mesmos problemas do oriente.
Aceitar e ajudar estas pessoas é urgente e a vontade dos portugueses de se darem aos outros é extraordinariamente notável, mas não podemos cair no outro extremo. Devemos respeitá-los sim, ajudá-los sim, mas não obedecer-lhes. Não isso não.
O nosso coração deve ser generoso, mas também não precisamos dá-lo literalmente aos outros, morrer por eles sem os conhecer-mos e pior, sabendo sue alguns nos desprezam e nos desrespeitam. Precisamos acolher ajudar e partilhar! Dar-lhes trabalhos dignos e casas humildes para começar. E é muito bom, para um país que não te mais a oferecer e cujo o próprio povo passa dificuldades e até fome. E eles deveriam sentir-se honrados em serem recebidos de maneira humilde sim, é verdade, mas por perceberem que é de livre vontade e respeito que com eles partilhamos o pouco que temos.
Os nosso políticos deveriam ter vergonha, em oferecer apartamentos novinhos em folha e mobilados que poderiam ser dados perante algumas condições aos nossos jovens como ser incentivo e como apoio à vida adulta, ao trabalho e o começo de uma nova etapa . E não dados de mão beijada assim, só porque estas pessoas pagaram 5 mil e 7 mil dólares para fazerem as travessias até à Europa. Os nossos jovens pagam o mesmo para tirar cursos para estudarem, para investirem no seu conhecimento e na sua vida e mesmo assim ninguém lhes dá uma oportunidade sequer!!
Estas pessoas devem ser bem tratadas, não deve de facto estar em campos de refugiados onde nem banho podem tomar, isso é desumano e uma barbaridade as quem vem da guerra não tem nada, muito já nem têm família, nenhuma destas pessoas tem casa ou roupas para vestir e por isso estamos aqui, para estender a mão. Mas as pessoas só podem ser ajudadas se quiserem ser ajudadas. Para um país como o nosso dar-lhes um trabalho na agricultura e uma casinha pequena, dar-lhes condições para que possam até restaurar tanta casa abandonada e nela vir a habitar, dar-lhes a oportunidade de ter o que o comer e o que vestir seria resposta humana suficiente.
Agora amores, um T2 e mil euros por mês a cada pessoa são direitos que ninguém tem aqui dentro. E não percebo porque são eles melhores do que eu, que investi 10 mil euros na minha formação e que dos 52 empregos aos quais me candidatei, tive apenas 1 resposta por parte de uma empresa. Porque têm eles direito a tudo isto, quando eu, portuguesa, descendente de portugueses nem posso pedir crédito de 100€ no banco, se quiser pagar uma renda ou comprar uma bicicleta ou simplesmente se quiser estar assegurada durante um mês mais apertado? É isto que não percebo. Se a muitas pessoas de cá, Portuguesas, ou Brasileiras, ou cabo-verdianas, ou Angolanas, (etc) que passam dificuldades, lhes dessem uma casa humilde, ou a possibilidade de reabilitarem uma das muitas casas abandonadas que por aí andam e um emprego na agricultura acreditem ... muitos aceitariam. Talvez seja esta a diferença entre os verdadeiros cristãos e os muçulmanos. Sim porque mesmo que a maioria de nós não se intitule como cristão, estes são os princípios, a nossa maneira de viver! O do cristianismo. Nos quais fomos ensinados. E nos quais estamos a exagerar e a cair no outro extremo. Fomos ensinados ajudar e a partilhar, a aceitar o próximo mas também a saber quem somos e a explicar aos outros quais são os nossos objectivos de vida, as nossas crenças e valores, mesmo que os outros não gostem. Nós somos assim e é assim que devemos ficar.
Eles são ensinados a exigir a destruir a impor a sua cultura e religião sobre tudo e todos, são obrigados a conquistar à força as pessoas para os servir e não aceitam ninguém, revoltam-se contra quem não quer as suas condições e muitas vezes não respeitam e matam quem é diferente.

E agora qual é a opção de vida que queremos tomar?
A quem quer verdadeiramente viver na Europa e aceitar-mo-nos que sejam bem vindos, aqui falamos português, gostamos de bacalhau de vários modos e feitios, vamos à praia de biquíni e somos livres, aqui as mulheres trabalham, têm uma opinião, exibem os seus cabelos livremente e se quiserem andar na rua de calções também o podem fazer. Aqui a violação é um crime atroz e à mais de 200 que não fazemos casamentos arranjados. Aqui não se vendem mulheres e as virgens são para respeitar. Sábados e domingos trabalha-se quando assim o tem que ser. Aqui não há ditadores e quando surgem estamos dispostos a destruí-los. Não queremos ser donos de ninguém, já quisémos um dia e correu tudo mal. Nos dias de hoje sul americanos e africanos são das nossas famílias, nossos amigos e falam a nossa língua.

Somos um império que fala a mesma língua, que se entende e respeita, onde em vários países se vive de maneira DIFERENTE COM CULTURAS DIFERENTES, MAS LIVRES e FELIZES. Partilhamos a nossa mesa e o nosso pão uns com os outros. E o natal é a festa de maior alegria para nós é o dia da família.O DIA DE JESUS CRISTO. Celebramos o aparecimento de Maria em Fátima e gostamos de festas de verão onde celebramos os santos e santas, muitos deles discípulos, onde comemos porco no espeto ou sardinha no pão, cantamos música brasileira e dançamos kizomba. Se ainda quiserem vir para aqui estas são as regras, estes somos nós. Se estiverem dispostos a aceitá-las, a adaptarem-se a esta vida e a respeitarem-nos sejam então muito bem vindos serão tratados como irmãos. Caso contrário a porta é a serventia da Casa!

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Sonhadora. Teimosa. Amante da vida e do mundo! Aproveito cada segundo da vida para ser útil e me sentir realizada! Adoro conversar e conhecer coisas novas! Estou sempre disposta a partilhar conhecimentos incomuns, ideias, valores e princípios!

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