Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O colar de pérolas

01
Jul15

A escola onde estudei | A escola pública é má?

Este texto, longo é delicado, dedico a todos que se acham Doutores e aos que têm o rei na barriga só por se dizerem directores de alguma coisa: Que sirva a carapuça a quem tenha que servir, vivemos em liberdade e somos todos iguais! Graças a Deus que nasci em Portugal e não noutro país qualquer. Mas como tive esta grande sorte, não posso deixar de expressar a minha indignação e profunda perplexidade por certas coisas que leio ao ingenuamente folhear as páginas das revistas deste país. E como cada um tem uma opinião a dizer, aqui vai a minha, porque também sou filha de Deus.

Este é o país dos doutores, directores e presidentes. Aqueles mesmo, que todos nós conhecemos bem, que por estas bandas se vagueiam e se dizem ser o que não são! Principalmente esses, adoram, orgulhar-se e exibir-se, vão mostrando ao povinho, a quem gostam se tratar por tu, o que de tão bem sabem fazer, mesmo não fazendo absolutamente nada. Pior ainda é acharem-se os donos da sabedoria e da justiça. Neste país onde qualquer um pode ser escritor, participar numa crónica, transformar um blog diário de desabafos numa revista cor de rosa, ou pior ser o director, todos se acham e ninguém tem um pingo de vergonha e de decência na cara!

Que cada um escreva o que lhe vai na moleirinha, pois muito bem, somos um país livre e todos temos esse direito, que é o de dar opiniões, mesmo que não façam sentido algum! Mas opiniões, são apenas opiniões, por isso, agora não venham cá com crónicas e desabafos em praça pública, achando-se com tal, grandes escritores, nem muito menos, pensem, que com as suas palavras, sem juízo ou nexo, estão a seguir os passos de Luís Vaz de Camões!! 

Neste pequeno pedaço de terra, onde todos os doutores e directores se acham donos do povinho, confiantes e egoístas nas suas críticas aos outros, nem se apercebem das figuras insanas e ridículas que fazem! Mas cá o povinho, nada tem a ver com estas artimanhas ou com estas lavagens de roupa suja em público, absolutamente descabidas, através da imprensa cor de rosa, onde muito do que se diz e fala, de concreto não existe nada! E ainda para mais, escritas por estes tais directores que só pretendem denegrir a imagem dos outros! Dizem ter um ou mais diplomas, cá para mim uma mão cheia deles, mas foram com certeza conquistados com esforço fingido ou com uns tostões a mais nos bolsos certos, pagos pelos papas que mal viam e a quem tratavam por você, mas claro, papazinhos estes, os quais, gostavam eles, de os orgulhar, mesmo que isso implicasse cuspir no colega do lado só porque é filho do Zé povinho e porque foi com o sangue e suor, trabalhando de dia e estudando de noite que conseguiu o mesmo diploma.

 

É neste país em que infelizmente vivemos, em qualquer doutourzeco de meia tigela pode andar a amassar e espezinhar o esforço do povinho! Porque o doutor, aquele que estuda na escola privada e sabe andar a cavalo, esse calma aí, esse é diferente, ele pode ser o que ele quiser, dizer e fazer o que ele quiser, pode ser até director ou presidente de uma porcaria qualquer, que se julga logo acima dos outros e dono do mundo e da justiça. Mas já o Zé povinho, esse só serve para mandar catar o lixo, para maltratar e difamar.

Pois bem a todos os doutores de fraca índole, mesmo que não saibam ler nem escrever bom português, tenho a dar, a triste notícia! Os tempos mudaram, agora existe um lugar para todos. Uma opinião para todos. Agora existe um mundo diferente, um país diferente. E cuidado doutores, porque aquela cuspidela do passado, pode ser inesperadamente retribuída, por este novo povinho livre e que também sabe dar a sua opinião e também têm uma palavra a dizer, mesmo não sendo director de coisa nenhuma! 

Para as pessoas normais, as dificuldades são as mesmas, mas a experiência e a dedicação fazem com que saibam subir mais alto neste mundo novo, onde alcançando o sucesso tão merecido. Mas para os filhos dos doutores, já não se pode dizer bem o mesmo, porque agora os filhos dos doutores e directores também têm que estudar com a escumalha, já não têm dinheiro para cavalos, ou para escola primárias, agora têm que, se saber integrar e dedicar nesta nova terra que é de todos e onde todos são iguais. 

E agora é difícil excelentíssimo professor doutor?  Pois é certamente, mas sempre o foi, porque o povinho ao contrário do que muitos pensam, não vivem sem regras e à deriva! Sabe ser paciente e dedicado e não precisa de recorrer a ajuda psiquiátrica para alcançar o sucesso. Sabe pôr as desculpas de lado, arregaçar as mangas e deitar as mãos ao trabalho.

 

Escola_Secundária_Daniel_Sampaio_na_Sobreda.jpg

 

Na escola onde estudei, pública por sinal, aprendi durante seis anos, tudo o que podia. Aprendi não só as competências didácticas, intelectuais, como sociais.

 

E foi difícil? Foi! Principalmente no início, mas cheia de medo dediquei-me, meti na cabeça que iria conseguir e com a lealdade estendida ao peito, lá fui muitas vezes, sempre levando no pensamento, o que o meu avô, que pertencia aqui a este povinho, me tinha ensinado lá em casa.

Sim por ele estudava comigo, lia livros comigo para eu aprender ou para simplesmente adormecer, ele tirava do seu tempo, para irmos juntos a todo o lado. Foi ele que me ensinou a andar de bicicleta e a fazer contas de dividir, ele sabia dos meus sucessos e insucessos. E até o lanche me fazia antes de sairmos às 8:10 de casa! 

Somos todos iguais dizia-me. A sabedoria não ocupa lugar. Tens que estudar, porque a verdadeira riqueza está no saber. Uma mulher inteligente e independente é sempre mais forte. Temos que ter paciência uns para os outros. A nossa liberdade é importante, mas acaba onde começa a dos outros. Respeita, tu primeiro se também queres ser respeitada, dizia ele também muitas vezes.

E era com todas estas palavras e valores na minha mente, que viajávamos de carro, apenas 2 ruas, todos os dias e eu atravessava aqueles portões enormes, depois de picar a entrada, anunciando a minha presença oficial dentro da escola, dando o melhor de mim, para não o desiludir.

Sabia que todos os dias ele ali estava e esperava por mim, primeiro esperava para me ver entrar na escola e depois voltava a esperar para que saísse para irmos almoçar. Quando adoeceu, passei a andar sozinha e não me fazia confusão alguma, pois a escola é numa zona pacata e calma. Nas redondezas todos se falavam! E lá ia eu a pé ou de autocarro, tal como a maioria dos meus colegas e até nisso considerávamos uma verdadeira aventura! A sardinha em lata em que o autocarro das 14:20 se transformava. Mas os miúdos de hoje já não sabem achar nada engraçado!

Ele era o meu porto de abrigo. E no dia em que partiu para sempre, muitas pessoas desta mesma escola conhecendo ou não a minha família estiveram lá, do meu lado, do nosso lado, como sempre tinha acontecido! Mesmo depois se terem passado 5 anos da minha saída da escola.

 

 11664798_834680893275672_799516184_o.jpg

Nunca chumbei um ano que fosse, mas também nunca me foi recusada ajuda! A escola é fácil? Não. A escola é difícil, e crescer é complicado. Não foi nada fácil, para ninguém. A pressão, os professores, a matéria, exames e tudo mais, nada daquilo era fácil de engolir, mas psiquiatra? Quem precisava desse tipo de ajuda só para enfrentar a vida quotidiana de uma escola normal? Que eu me lembre ninguém, nem mesmo os alunos com as maiores dificuldades e problemas, tiveram falta de apoio e a maioria de nós, integravam-se na escola, pois sabiam que ali também era o seu porto de abrigo. A sua verdadeira segunda casa.

Para nos, tudo isto era e é, normal, era apenas a nossa obrigação, estudarmos, aprendermos sermos meninos e meninas de boa educação, para sermos bem sucedidos e orgulharmos os nossos pais e avós! Fazíamos de tudo para nos darmos bem com toda gente, vivíamos em comunidade e harmonia.

Se havia zangas?  Havia pois, mas com paciência e compreensão todos se poderiam entender. Apesar de muitas brincadeiras, asneiras, travessuras, mal comportamento por parte de todos, havia amizade e educação e todos se entendiam apesar das discussões ou desentendimentos.

Conflitos de interesse, pessoas pouco profissionais, situações insólitas??? Professores que dão notas injustas? Auxiliares que não pouco simpáticos? Professores que se atrasam e que faltam?? Por favor isso existe em todo o lado, sempre existiu e sempre há de existir! Ali e em todos os lugares, em qualquer  escola ou estabelecimento seja ele qual for, pública ou privada!!

11655528_834682849942143_1135357066_n.jpg

 

Talvez até seja por isso que aqui estamos, a neste confronto de ideias, porque nós, a maioria dos portugueses, a escumalha vista aos olhos de alguns doutores, saiu da tocar, empinou o nariz e veio dizer que também tem uma opinião, uma voz uma inteligência, veio ensinar-lhes a eles, doutores, directores e presidentes, das escolinhas privilegiadas que têm a mania de que mandam em alguma coisa, a quem agora, tratamos nós por tu, a saberem-se comportar e a respeitarem-se uns aos outros, já que, de tudo sabem, nesta vida, menos ler e escrever português, de modo lógico e correcto! Viemos sugerir que aprendam a construir, a transformar o seu redor em algo melhor, em com pouco, fazer muito e fazer diferente, ao invés de denegrirem a imagem de quem muito trabalha, todos os dias, ao invés de virem a público rebaixar os que todos os dias se esforçam para tornar este país um lugar melhor. 
Mas também não me surpreende que não saibam estes valores, que não saibam gerir o grandioso com a miséria, não me espanta que não saibam arregaçar as mangas e trabalhar, pois afinal nem falar ou escrever português o fazem correctamente, e ainda tentam dar lições de moral a jornalistas que os metem a um canta e os afastam intelectualmente por anos luz! Mas no fundo, até é compreensível pois os seus pais e avós e até eles mesmos, nunca frequentaram ou ousaram pisar sequer o chão de numa escola pública portuguesa e por isso não saberão com certeza que lá, não se pode aprende alemão ou latim, não se anda a cavalo ou se aprende bordado, mas pode-se com um pouco de atenção, aprender um bom português e para os mais aguçados até mesmo, francês e inglês! E o melhor de tudo, várias lições de respeito para como o trabalho dos outros. Ou melhor ainda, aprender a viver em sociedade!

Na escola pública só há dois fenómenos que a pioram, ou os pobres alunos que infelizmente estão desencaminhados na vida, sem ninguém em casa para os ajudar, para o apoiar, a quem a escola se dedica o mais que pode, ou os filhinhos destes doutores, que fazem o que lhes apetece, sem quererem arcas com as consequências disso mesmo!

 

Foram seis anos, em que todos os dias, por ali a dentro entrei, como se estivesse em minha casa, respeitando e sendo respeitada. Ali foi o lugar onde muito aprendi, posso arriscar a dizer que toda a base do meu conhecimento e das minhas atitudes vieram daquela escola.

Fiz e conheci verdadeiras amizades, fui acarinhada e incentivada. Mas nem sempre foi fácil. Será que crescer é assim tão simples?

Foi lá que me magoei e desesperei, mas que muitas vezes encontrei apoio. Vivi justiças e injustiças, mas naquela mesma escola, não havia ninguém que não se conhecesse ou que não se falasse e foi lá que encontrei amigos eternos que assistirão com certeza ao meu casamento, fruto de um namoro que dali mesmo começou também.

Foi nessa mesma escola que aprendi o que era o amor, a tristeza, as dificuldades e a inveja. Dei as melhores gargalhadas e tive os piores ataques de choro.
Mas foi também ali que aprendi a impor a minha vontade e a dar a minha opinião, aprendi a ultrapassar as dificuldades e a derrotar as barreiras e também por isso fui muitas vezes aplaudida e nunca me foi recusada ajuda para o que quer que fosse. Foi ali que sempre encontrei abrigo e afecto quando precisava e ali mesmo aprendi a mostrar quem sou e a ser como sou sem medos ou inseguranças . Ensinaram-me a apelar mas também a impor-me. Desafiaram-me e eu desafiei! Participei em projectos únicos, experiências de vida que até hoje me recordo e guardo no meu coração com orgulho.

Foi através desta escola que pude viajar descobrir novos mundos, novas maneiras de aprender e de viver, conhecer amigos e estudantes estrangeiros e recebê-los na minha casa, partilhar a minha cultura. Aprendia todos os dias sem me aperceber, com uma curiosidade saudável e cada vez mais profunda.

Eu adorava a escola, sentia bem, segura, porque sabia que todos se preocupavam comigo e todos os que lá trabalhavam sabiam tudo sobre nós, até aos mais ínfimos detalhes, éramos mais de 500 alunos e mesmo assim, contra tudo e todos, fomos juntos lutando por um ensino melhor. Não éramos só uma escola, éramos muito mais do que isso.

11659848_834682666608828_2013862481_o.jpg

 

Foram 6 anos, conhecendo de perto praticamente todos os professores, auxiliares e alunos, sabíamos as suas vidas e problemas de qualquer um que por ali passava, e por isso eu tratava todos com o devido respeito e carinho e sempre fui reciprocamente assim eu também tratada. E passado outros tantos anos, posso dizer,  que não há um professor, amigo, colega, auxiliar que não venha falar na rua, ou que eu não reconheça, acabamos sempre por nos cumprimentar, conversar e partilhar umas histórias, continuamos a acompanhar a vida uns dos outros, e a mostrar felicidade com as vitorias e batalhas vencidas e compaixão pelos problemas!

Nem sempre fui compreendida é verdade, nem sempre ouvida, nem sempre as decisões foram justas, nem sempre gostei de todos os professores, tantas foram as vezes em que me senti injustiçada e irritada com algumas coisas. Mas não será a vida, mesmo assim? Somos sempre ouvidos? Compreendidos? Conseguimos gostar de toda a gente?

Isto é apenas um ciclo normal da vida, na escola aprende-se a matemática, as ciências, as línguas, mas também se aprende o civismo, o respeito, a igualdade e fundamentalmente aprende-se que a vida não fácil e para a conquistarmos precisamos de uma boa dose de paciência, determinação, dedicação, muitas lágrimas e suor!


Sei bem que infelizmente nem todas as escolas públicas são assim. Esta é uma escola excepcional e apesar de nem tudo serem rosas, não me recordo de momentos maus,  recordo apenas da enorme falta e do grande vazio que senti todos os dias depois do meu último dia de aulas. E agora sei que nunca mais na vida vou ser tão feliz e inocente como naquela altura. Nunca mais vou aprender tanto como aprendi e nem muito menos vou gostar tanto de me levantar pela manhã cheia de energia e vontade para sair de casa! Nunca mais vou fazer amigos para vida nem cumprimentar ou lanchar com os meus professores no bar da escola, para discutirmos as nossas dificuldades e pedir ajuda. Porque se de uma coisa fiquei cheia de certezas, é que a faculdade está repleta de professores doutores que são directores de tudo e de mais alguma coisa e que se acham donos do mundo e da sabedoria. E se o seu próprio filhinho não aguenta uma das melhores escolas públicas do país, certamente não poderá ir para a faculdade pública, resta-lhe pedir ao Papa para se dedicar ao bolso certo e o seu diploma logo virá! A faculdade não tem realmente nada a ver com esta escola onde andei, em que me sentia em casa, em que não me faltava nada e se soubermos abrir o coração e nos dedicarmos teremos sem dúvida muito sucesso. 

11649120_834687359941692_288143584_o.jpg

11649171_834680119942416_905978191_o.jpg

11650937_834684656608629_1083400808_n.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Posso sim dizer que a única coisa que tenho desta escola é uma terrível saudade. E todos os dias sinto falta de entrar por aqueles portões, passar o meu cartão à entrada, correr para a sala e sentar-me naquela mesa bem na frente do professor, espalhar as minhas canetas e cadernos e esperar que carinhosamente me chamassem de Sophie durante a chamada e não de número 22.

 

 

 

 

 

 

Só numa escola tão especial é que poderia ser assim. Porque ao contrário do que, certos doutores e directores de tudo e de coisa nenhuma, pensam, os professores a sério estão ocupados em conhecer os alunos em arranjar soluções para as suas dificuldades, em fazer os melhores horários ou corrigir testes, em ver se os alunos têm condições em casa para estudar ou roupas para vestir, ao saberem quantas refeições têm por dia e porque faltam à escola, quando faltam, ao invés de estarem alapados no sofá durante horas, apenas preocupados com as calúnias que vão escrever para ridicularizar e enfatizar o trabalho dos outros, em revistas de fofocas!

Mas digo também aos filhos desses mesmos, aos que estão sempre descontentes com tudo, aos que são pouco esforçados na escola e na vida, aos que preferem a borga e os copos com 16 anos, aos que vivem na sombra do dinheiro dos papás, ou que se escondem debaixo das saias dos avós para não responderem às suas responsabilidades, aos que não estudam e não se dedicam, aos que acham mais fácil difamar a escola do que lutar por ser melhor, ou perceber se o problema não parte mesmo do ambiente em casa, só tenho a dizer, quem está mal que se mude e vá pela sombra!
E acautelem-se oh doutore e directores, sim vocês mesmos, que se dizem donos do mundo e do saber, directores de tudo e de coisa nenhuma, deixem-me que vos avise, que não é o Zé povinho a quem gostam de tratar por tu, que anda a perder o barco e a piorar as escolas públicas....

Sem mais demoras aqui vos deixo.

Assinado: uma ex aluna que sobreviveu a umas das melhores escolas da margem sul e do país e que desses tempos só recorda com felicidade e muita saudade.

Para terem uma ideia as fotografias são de 2007 e ainda as guardamos, só pode ser porque as memórias são boas!

Ps:Peço desculpa aos que me conhecem e sabem que não sou de escrever estes textos tão, pessoas, mas realmente fiquei mesmo passado, quando abri uma revista qualquer que nem o nome interessa e li uma critica, mal escrita. Sim estava mal escrita, lamento informar, o que é uma pena, porque todos os jornalistas sérios desta revista vem estar a meter as mãos à cabeça, depois de lerem o mesmo que eu. Uma critica, dura, sem fundamento, ridícula, mal estruturada e que apensas tenta denegrir a imagem de todos aqueles que me ensinaram a ser quem eu sou. Não sou jornalista como sabem, mas sei ler e escrever Português graças a Deus e graças aquela escola cheia de docentes excelentes que nunca deixaram que me faltasse nada, nem a mim nem a ninguém . Sei que o percurso na escola é diferente para todos e eu também tive os meus problemas. Como é obvio não gostei de todos os professores e nem mantive contacto com todos, mas posso garantir que a maioria dos professores, foram absolutamente impecáveis comigo, e só posso fazer um saldo positivo de tudo naquela escola. Assim como eu existem muitos ex-alunos que sentem o mesmo, ou não faria sentido celebrar o dia da escola, como é ali celebrado, cheio de novos e de antigos alunos. Muitas vezes os pais culpabilizam a escola e os professoras pelos erros dos seus filhos e pensam que com isso, estão ilibados de realizar e desempenhar o difícil trabalho de se, ser pai!

Volto a repetir, que não me dei com toda  a gente e tive conflitos eu própria com alguns professores, mas nunca um aluno é gravemente prejudicado quando é exemplar! Muito menos numa escola de grandes valores e qualidade como esta. Ponham a mão na consciência e aprendam a ser bons pais! E tenho dito.

 

Sonhadora. Teimosa. Amante da vida e do mundo! Aproveito cada segundo da vida para ser útil e me sentir realizada! Adoro conversar e conhecer coisas novas! Estou sempre disposta a partilhar conhecimentos incomuns, ideias, valores e princípios!

Instagram

Facebook