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O colar de pérolas

16
Jun15

Conversas sobre gorduras

No outro dia, falei de comprimidos para emagrecer, de modo mais pessoal e crítico, constatei alguns factos.

Tirando esse aviso, o qual se.encontra neste post, também tenho uma opinião a dar.
Nunca estive dentro dos limites de peso normais, sempre tive acima disso. Se houve dias em que me sentia mal com isso?  Sim, muitos. Se houve momentos em que me senti triste por alguma roupa que eu adorava não me servir?  Sim claro que sim.
É óbvio que muitas foram as vezes em que sentia pena de não correr tanto como os outros,  de me chamarem gorda, de me dizerem que era cheiinha ou larga de ossos! Apesar disso tudo ser verdade,  nunca senti vergonha de mim mesma. Nunca senti que alguém poderia invadir a minha vida e dizer-me o que eu sou e o que eu não sou, conhecendo-me ou não.
Já fiz dietas que não deram em nada,  já dei por mim a comer até rebentar como se em vez de um estômago tivesse um saco roto. E foi difícil muito difícil perceber que o comia prejudicava principalmente a minha saúde. Só me dava gordura e açúcar em vez de nutrientes. E foi ainda mais difícil fazer uma reeducação alimentar. Estudar tudo o que comia e perceber o que me fazia bem ou mal. Podem pensar que me encharcava de hambúrgueres e batatas fritas a toda a hora, ou que todas as.semanas comia na "telepizza". Mas não é nada disso. Estamos a comer tão mal (todos nós)  que o nosso problema começa nos cereais ou nas torradas com manteiga que comemos de manhã.


Como é óbvio tudo tem que ter um equilíbrio. E a sociedade tem imposto a ideia de que ser sexy, desejado e atraente é estarmos na pele e no osso. E se por um lado temos pessoas cada vez mais obesas,  às quais a indústria alimentar incentiva a cultura da má nutrição em prol do sabor. E temos pessoas cada vez mais magras, influenciadas por esta ideia estúpida da comunicação social de que ser-se esquelético é ser-se atraente.
Depois admiram-se de que estas situações acontecem! Não consigo compreender a falta de ajuda às pessoas, a que extremo as pessoas precisam de chegar para emagrecer, ao ponto de comprarem substâncias químicas puras, proibidas, através da Internet, e que mesmo assim aceitam o risco sabendo que uma coisa destas pode acontecer! É uma desgraça com tendência a piorar. Estão a faltar apoios e informação ao consumidor. E acima de tudo, a ideia de que ser atraente, sexy, bonito, desejável é ser-se saudável e normal. É ter um corpo normal, é sentimo-nos bem connosco mesmos, sabermos quem somos, sermos confiantes, estarmos bem de saúde quer física quer mental.


Isso é ser-se bonito. Agora se as roupas entram no corpo ou não entram não é problema nosso é da indústria têxtil.
E esse é também um problema grave, porque as roupas cada vez mais apertadas e parece que voltámos à época dos espartilhos. Mesmo tendo 59 kg depois de emagrecer 10, o meu número de calças não mudou, como é de.esperar e ainda bem,  com o exercício físico tenho aumentado a massa muscular e para além disso, graças a Deus que os meus ossos continuam cá! Se antes que estava acima peso encontrava calças agora que estou com peso normal, não consigo, porque são tão estreitas que nem nos tornozelos elas me entram como é possível caberem nas coxas?  e está provado que culpa minha não é de certeza pois tenho quantidade de massa muscular e peso adequados.
Por favor, tenham trabalho a informarem-se bem.sobre o que comem, tenham consciência de que emagrecer ou ganhar peso influência a saúde. E mudem só pela saúde,.com cuidado, sem compridos ou suplementos. E tenham paciência, as boas mudanças levam tempo e dedicação!

Beijinhos

Sonhadora. Teimosa. Amante da vida e do mundo! Aproveito cada segundo da vida para ser útil e me sentir realizada! Adoro conversar e conhecer coisas novas! Estou sempre disposta a partilhar conhecimentos incomuns, ideias, valores e princípios!

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